sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ventos da liberdade (The Wind that Shakes the Baley), Ken Loach, 2006

ARTE. O filme mostra com bastante crueza o começo do processo da resistência irlandesa à invasão britânica, movimento que hoje parece apaziguado, mas há até bem pouco tempo ecoava nas ações do IRA. Notas para as necessárias refrações de um movimento revolucionário após conseguir o que gostaria, para a atuação de Cilian Murphy (que parece outro ator, longe das películas de Holywood) e para a possibilidade de representar a violência sem exotismo nem silenciamentos.


Jards Macalé, um morcego na porta principal, Marco Abujamra & João Pimentel, 2008

ARTE. Até onde conheço, o único documentário sobre uma das figuras mais peculiares da canção brasileira. Não formalmente muito bem resolvido, mas apresenta bem a complexidade da figura do compositor, bem como remonta com interesse o panorama dos anos 60 e 70 no quadro da cultura brasileira. Pra quem gosta do artista ou de canção, vale cada segundo do seu tempo.


Só dez por cento é mentira, de Pedro Cezar, 2008

ARTE. Se as perguntas do diretor ao poeta desanimam um pouco pela obviedade ou superficialidade, valem a façanha de conseguir entrevistar Manoel de Barros sem ser por escritos, os vários depoimentos e impressões que surgem no documentário e os causos e particularidades da vida de um dos maiores poetas brasileiros vivos. Poesia e inteligência por mais de setenta minutos.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A vida submarina, Ana Martins Marques, 2009

ARTE. Este é o primeiro livro de poemas da mais ou de uma das mais talentosas poetas de sua geração. Não tem aqui a sofisticação sintética do livro seguinte, Da arte das armadilhas (2012), mas já retribui com generosidade aos esforços do leitor para compreender as metáforas por meio de uma técnica de dar inveja em poetas de uma estrada mais longa. Poeta consistente desde a estreia, é muito provável que se constitua um dos nomes da poesia deste começo de século.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street), Martin Scorcese, 2013

ARTE. Há pelos menos dois traços de gênio neste filme de Scorcese. O primeiro, costumeiro para quem acompanha o diretor, é o ritmo excepcional impresso na "película". Neste caso, vem a calhar para representar a vida do escol milionário, que simplesmente passa por cima dos demais, com seus vícios e prazeres. A segunda genialidade, a forma com que o diretor é capaz de provocar comoção quanto ao destino do calhorda Jordan Belfort, representado talentosamente por Leonardo di Caprio. Filme obrigatório para quem gosta de cinema!




Anna Karenina (Anna Karenina), Joe Wright, 2012

ARTE. Embora seja normalmente malquisto analisar um filme pelo livro em que é baseado, o expectador encontrará aqui, no mínimo, as grandes frases, cenas e personagens de Tolstoi. Mais do que isso, houve escolha de uma estética bastante particular que ambienta o enredo, ora mais, ora menos, no que parece um enorme palco de teatro. Se eventualmente confere à Rússia uma natureza exótica não tão feliz, também reveste todo o filme de grande beleza visual.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Agentes do além (RIPD), Robert Schwentke, 2013

ENTRETENIMENTO. Não se deixe enganar pela presença do intermitente Jeff Bridges, ou pelos efeitos especiais que parecem um tanto bacanas no trailer do filme, RIPD são duas horas de sua vida jogadas quase completamente na lata de lixo. Salvo uma risada aqui e outra ali, o roteiro é bastante fraco, e mesmo as cenas de ação que poderiam valer pela adrenalina decepcionam com falta de timing ou visual pouco verossímil. Corra deste filme do além!